Eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a deputada Gorete Pereira (PR-CE), é “contrária a qualquer tipo de aborto”. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ela votou a favor do PL 5069/2013, que limita o atendimento a vítimas de violência sexual.

Católica convicta, a parlamentar entende que a pílula do dia seguinte é um método abortivo. Pelo PL, mulheres vítimas de estupro precisarão comprovar o crime para terem acesso ao atendimento na rede pública de saúde.

A criação da comissão foi duramente criticada por parte da bancada feminina e levou a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) a sentar na cadeira da Presidência da Câmara em protesto à atuação do titular, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Mesmo após o plenário decidir adiar a votação do projeto de resolução que criou o colegiado, o peemedebista manobrou e pautou o texto novamente. Parte da bancada feminina diz que a comissão esvazia o papel da Secretaria da Mulher.

Já o caráter deliberativo foi limitado. Temas relativos ao aborto, como o Estatuto do Feto, não serão discutidos pelo colegiado. A justificativa é que a Comissão de Seguridade Social já analisa o assunto.”Concordo (com a exclusão do assunto do escopo da comissão) porque como eu sou contra o aborto, assim não gera polêmica (na comissão)”, disse Gorete Pereira ao HuffPost Brasil.

Fonte: www.huffpostbrasil.com